Anos 1800: surgem as
primeiras escolas de medicina

A Academia Imperial de Medicina surgiu em 1829

como Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro

O médico e escritor Pedro Salles, em um dos seus livros, apresenta o quadro de penúria de profissionais de saúde que o Brasil enfrentava, até os anos 1800.  Membro do corpo clínico da Santa Casa BH, Salles relata que, como os médicos eram muito escassos, era comum o Governo Imperial transferi-los “de onde havia poucos para onde não havia nenhum”.

Defendem alguns autores que a criação de uma Academia de Medicina integrava o programa dos Inconfidentes Mineiros, no quadro da precária assistência prestada em Vila Rica aos doentes. Sufocada a Inconfidência, poucos anos após foi autorizada, por Carta Régia de 17 de junho de 1801, a criação de uma disciplina, isolada e em nível secundário, de “Cirurgia, Anatomia e Arte Obstétrica”. 

O quadro começa a mudar com a vinda da Corte Real para o Rio de Janeiro em 1808, quando são abertas as primeiras escolas de medicina. Também chegam ao Brasil doses da primeira vacina desenvolvida, contra a varíola.

Por volta de 1830, as escolas de medicina da Bahia e do Rio são convertidas em faculdades e é criada a Academia Imperial de Medicina, que se torna Academia Nacional, após a Proclamação da República, em 1889. Surge também a Escola de Farmácia de Ouro Preto, em 1839. Já a Escola de Enfermagem Anna Nery, somente viria a ser criada no Rio de Janeiro, em 1923, pelo diretor do Departamento Nacional de Saúde Pública, o cientista mineiro, Carlos Chagas.