Novos serviços ampliam a assistência e abrem-se portas para a formação profissional e novas tecnologias

A amplitude da cobertura assistencial da Santa Casa BH foi permitida pela incorporação de novas especialidades e tecnologias, viabilizadas por parcerias institucionais e apoio da sociedade civil 

Desde 1914, a Santa Casa BH ofereceu em suas instalações campo de estágio para os acadêmicos da Escola de Medicina nas clínicas médica, cirúrgica, dermatológica e ginecológica, por meio de convênio firmado na ocasião entre as duas instituições. 

Em meados da década de 1930, a Santa Casa BH, com os sucessivos pavilhões inaugurados e a Maternidade Hilda Brandão, ampliava progressivamente a sua cobertura assistencial.

A instituição passou a ter diagnóstico radiológico, salas cirúrgicas mais modernas, ginecologia e obstetrícia, otorrinolaringologia, atenção oftalmológica especializada pelas mãos do Dr. Joaquim Santa Cecília e oncologia, que ganhou impulso com o Instituto Radium de Borges da Costa e outros pioneiros.

A assistência pediátrica inaugurada pelo Dr. Navantino Alves, viria a resultar no Hospital de Crianças Elvira Gomes Nogueira, o primeiro especializado da capital.

Também avançou a dermatologia chefiada por Antônio Aleixo, que tinha entre suas prioridades, o enfrentamento da temida sífilis. Também foram destaque o Laboratório de Anatomia Patológica (cuja referência era o professor Moacyr de Abreu Junqueira), a Policlínica e o futuro Ambulatório Antônio Mello Alvarenga (assim denominado após a inauguração do Hospital Central em 1946, onde se formaram dezenas de médicos especialistas).

Todos esses e diversos outros serviços são exemplos de um projeto assistencial que se expandia à medida que a carga de doenças se tornava mais complexa. Novas tecnologias foram incorporadas, priorizando a formação profissional para aprimorar progressivamente o cuidado hospitalar e ambulatorial.