
Inspiradas pela Irmandade da Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia, fundada no final dos anos 1400 em Portugal pela rainha Leonor Lencastre, as primeiras Santas Casas do Brasil foram instaladas em povoados e vilas ao longo do litoral brasileiro nas primeiras décadas após o descobrimento por Pedro Álvares Cabral, em 1500. Surgiram em São Vicente/SP, Salvador e Ilhéus/BA, Olinda/PE e, por fim, no Rio de Janeiro, em 1582. As principais doenças epidêmicas do “Novo Mundo” incluíam varíola, sarampo, sífilis, peste bubônica, tifo, dentre outras.

As Santas Casas de Misericórdia começaram a ser instaladas em Minas Gerais nos anos 1700. A primeira delas surgiu em Vila Rica, em 1735, sendo seguida pela de São João Del Rei, em 1783. No século seguinte, várias foram inauguradas. Atraídos pela mineração do ouro e das pedras preciosas, os habitantes da Capitania de Minas Gerais haviam aumentado em dez vezes nos anos 1700. Oprimida pela escravidão, cerca de 80% da população mineira era formada por negros ou mulatos (pardos), por volta de 1780. As Santas Casas de Misericórdia tornaram-se, desde então, verdadeiras referências assistenciais para essa gente das Minas.

Recebida suas sesmarias, o bandeirante paulista João Leite da Silva Ortiz fundou em 1701, a “Fazenda do Cercado”. O local recebeu o nome de “Arraial do Curral del-Rei” e depois foi elevado à “Freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral del-Rei”, pertencente ao município de Sabará. Com a Proclamação da República em 1889, surge a denominação de “Arraial de Bello Horisonte”.

Apenas nove anos separam a Abolição da Escravatura em 1888 da inauguração da nova capital de Minas, em 1897. Segundo a tese da doutora em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG, Priscila Mesquita Musa, para a população negra, a construção da nova capital surgiu “não apenas como uma oportunidade de trabalho, mas de libertação, uma possibilidade de construir a vida longe de seus ‘ex-senhores’ e suas propriedades”.

Dentre os edifícios civilizatórios da nova capital, faltava um a ser erguido. A cidade que nasceu para o século XX, decidiu-se, não se faria moderna sem os alicerces da solidariedade.

A cidade clamava por atendimento. Dados epidemiológicos mostram que as doenças com maior prevalência no ano de inauguração da nova capital eram as doenças infecto-parasitárias – a gastroenterite infecciosa era a primeira causa de óbitos.

Em 3 de fevereiro de 1901, os tão aguardados Pavilhão Central e a Primeira Enfermaria da Santa Casa BH foram inaugurados. Construídos por José Verdussen, ao preço de 35 contos de reis, o nome da enfermaria veio em homenagem ao empresário e comerciante Emydgio Germano, segundo provedor da Santa Casa BH.

Os Pavilhões “Hugo Werneck” e “Wenceslau Braz” foram entregues em 1910, em solenidade que contou com a presença do Presidente do Estado de Minas Gerais.

Em 1912, com uma população superior a pouco mais de 34 mil habitantes, segundo o Anuário Estatístico do Brasil (1908-1912), Belo Horizonte começa a receber considerável população migrante. Pessoas vindas de todo lugar, em busca de melhores condições de vida, muitas das quais, infelizmente, sem condição financeira ou amparo familiar, tornam-se “indigentes”, como era designado naquela época.

As obras na recém-inaugurada cidade não cessam. Projetada para abrigar uma população de 400 mil habitantes, Belo Horizonte ganha a cada dia novos contornos de prédios arrojados e logradouros públicos, além de infraestrutura de água e saneamento urbano, fazendo jus aos planos de capital planejada para abrigar a modernidade do século XX, ainda em seus albores.

O processo de contínua modernização assistencial e hospitalar da Santa Casa BH, consoante com a evolução da capital, encontrou um suporte extraordinário durante a gestão de Hugo Werneck (1916-1925), único médico que se tornou provedor.

O modelo de cidades planificadas, de influência francesa, foi referência para o projeto de Belo Horizonte. Com o passar dos anos, novas vias iam sendo abertas, rios sendo canalizados e erguidos os mais marcantes logradouros públicos – tudo isso fez com que a Belo Horizonte da primeira metade dos anos 1900 assumisse feições de uma capital preparada para receber o progresso que chegava cada vez mais rápido.

Nascido em Diamantina em 1901, o advogado e político José Maria Alkmin teve a mais extensa gestão à frente da Provedoria da Santa Casa BH, marcada, principalmente, pela construção da atual Santa Casa BH Hospital de Alta Complexidade 100% SUS. Alkmin também registra outras conquistas muito relevantes.

A partir de meados dos anos 1950, a capital mineira recebeu edifícios que se tornaram referência estética e marcaram a vida da cidade, como o Edifício Niemeyer na Praça da Liberdade e o Conjunto Arcangelo Maletta, tradicional local de encontro de escritores, artistas, intelectuais e boêmios.
O Gigante da Pampulha nasceu em 1965. O “Mineirão” (Estádio Governador Magalhães Pinto) foi palco dos mais emocionantes jogos e também espaço para grandes e promoções culturais.

A tecnologia promove avanços notáveis no campo das ciências em saúde. A biotecnologia, diagnóstico por imagem e medicina nuclear serão cada vez mais presentes para os desafios da prevenção, diagnóstico e dos processos terapêuticos.

Em abril de 2020, menos de quatro meses depois da Organização Mundial de Saúde decretar Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela pandemia de Covid-19, o Diretor Jurídico de Governança e Planejamento da Santa Casa BH, João Costa Aguiar Filho, com a colaboração de um grupo de profissionais de saúde, publicou o artigo “Belo Horizonte no caminho certo do enfrentamento ao novo Coronavírus”, demonstrando que a Taxa de Letalidade por Covid-19 em BH (número de óbitos dividido pelos total de casos confirmados) era de 2%, três vezes menor do que o mesmo indicador em nível nacional (6,4%), naquele período.

Um incêndio iniciado na Ala B do 10º andar da Santa Casa BH, por volta das 20h do dia 27 de junho de 2022, comoveu e mobilizou a sociedade mineira.
O fogo atingiu o Centro de Terapia Intensiva e forçou a evacuação de 950 pacientes que estavam internados na Santa Casa BH Hospital de Alta Complexidade 100% SUS. O incêndio foi provocado por um vazamento na tubulação de oxigênio, que é altamente inflamável.

A Santa Casa BH Hospital de Alta Complexidade 100% SUS alcançou a marca de 100 transplantes de coração realizados. O primeiro coração transplantado foi recebido por José Valter Ferreira, então com 64 anos, em janeiro de 2019. Laudicélio de Paula Marques, de 60 anos, foi o centésimo transplantado cardíaco pela Santa Casa BH. Ambos os procedimentos foram realizados com êxito e os pacientes evoluíram para alta após a permanência no Centro de Terapia Intensiva.

A tecnologia promove avanços notáveis no campo das ciências em saúde. A biotecnologia, diagnóstico por imagem e medicina nuclear serão cada vez mais presentes para os desafios da prevenção, diagnóstico e dos processos terapêuticos.

Nascido em Diamantina em 1901, o advogado e político José Maria Alkmin teve a mais extensa gestão à frente da Provedoria da Santa Casa BH, marcada, principalmente, pela construção da atual Santa Casa BH Hospital de Alta Complexidade 100% SUS. Alkmin também registra outras conquistas muito relevantes.

A partir de meados dos anos 1950, a capital mineira recebeu edifícios que se tornaram referência estética e marcaram a vida da cidade, como o Edifício Niemeyer na Praça da Liberdade e o Conjunto Arcangelo Maletta, tradicional local de encontro de escritores, artistas, intelectuais e boêmios.
O Gigante da Pampulha nasceu em 1965. O “Mineirão” (Estádio Governador Magalhães Pinto) foi palco dos mais emocionantes jogos e também espaço para grandes e promoções culturais.

Em abril de 2020, menos de quatro meses depois da Organização Mundial de Saúde decretar Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela pandemia de Covid-19, o Diretor Jurídico de Governança e Planejamento da Santa Casa BH, João Costa Aguiar Filho, com a colaboração de um grupo de profissionais de saúde, publicou o artigo “Belo Horizonte no caminho certo do enfrentamento ao novo Coronavírus”, demonstrando que a Taxa de Letalidade por Covid-19 em BH (número de óbitos dividido pelos total de casos confirmados) era de 2%, três vezes menor do que o mesmo indicador em nível nacional (6,4%), naquele período.

O modelo de cidades planificadas, de influência francesa, foi referência para o projeto de Belo Horizonte. Com o passar dos anos, novas vias iam sendo abertas, rios sendo canalizados e erguidos os mais marcantes logradouros públicos – tudo isso fez com que a Belo Horizonte da primeira metade dos anos 1900 assumisse feições de uma capital preparada para receber o progresso que chegava cada vez mais rápido.

Um incêndio iniciado na Ala B do 10º andar da Santa Casa BH, por volta das 20h do dia 27 de junho de 2022, comoveu e mobilizou a sociedade mineira.
O fogo atingiu o Centro de Terapia Intensiva e forçou a evacuação de 950 pacientes que estavam internados na Santa Casa BH Hospital de Alta Complexidade 100% SUS. O incêndio foi provocado por um vazamento na tubulação de oxigênio, que é altamente inflamável.

A Santa Casa BH Hospital de Alta Complexidade 100% SUS alcançou a marca de 100 transplantes de coração realizados. O primeiro coração transplantado foi recebido por José Valter Ferreira, então com 64 anos, em janeiro de 2019. Laudicélio de Paula Marques, de 60 anos, foi o centésimo transplantado cardíaco pela Santa Casa BH. Ambos os procedimentos foram realizados com êxito e os pacientes evoluíram para alta após a permanência no Centro de Terapia Intensiva.

O processo de contínua modernização assistencial e hospitalar da Santa Casa BH, consoante com a evolução da capital, encontrou um suporte extraordinário durante a gestão de Hugo Werneck (1916-1925), único médico que se tornou provedor.

As obras na recém-inaugurada cidade não cessam. Projetada para abrigar uma população de 400 mil habitantes, Belo Horizonte ganha a cada dia novos contornos de prédios arrojados e logradouros públicos, além de infraestrutura de água e saneamento urbano, fazendo jus aos planos de capital planejada para abrigar a modernidade do século XX, ainda em seus albores.

Em 1912, com uma população superior a pouco mais de 34 mil habitantes, segundo o Anuário Estatístico do Brasil (1908-1912), Belo Horizonte começa a receber considerável população migrante. Pessoas vindas de todo lugar, em busca de melhores condições de vida, muitas das quais, infelizmente, sem condição financeira ou amparo familiar, tornam-se “indigentes”, como era designado naquela época.

Os Pavilhões “Hugo Werneck” e “Wenceslau Braz” foram entregues em 1910, em solenidade que contou com a presença do Presidente do Estado de Minas Gerais.

Em 3 de fevereiro de 1901, os tão aguardados Pavilhão Central e a Primeira Enfermaria da Santa Casa BH foram inaugurados. Construídos por José Verdussen, ao preço de 35 contos de reis, o nome da enfermaria veio em homenagem ao empresário e comerciante Emydgio Germano, segundo provedor da Santa Casa BH.

A cidade clamava por atendimento. Dados epidemiológicos mostram que as doenças com maior prevalência no ano de inauguração da nova capital eram as doenças infecto-parasitárias – a gastroenterite infecciosa era a primeira causa de óbitos.

Dentre os edifícios civilizatórios da nova capital, faltava um a ser erguido. A cidade que nasceu para o século XX, decidiu-se, não se faria moderna sem os alicerces da solidariedade.

Apenas nove anos separam a Abolição da Escravatura em 1888 da inauguração da nova capital de Minas, em 1897. Segundo a tese da doutora em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG, Priscila Mesquita Musa, para a população negra, a construção da nova capital surgiu “não apenas como uma oportunidade de trabalho, mas de libertação, uma possibilidade de construir a vida longe de seus ‘ex-senhores’ e suas propriedades”.

Recebida suas sesmarias, o bandeirante paulista João Leite da Silva Ortiz fundou em 1701, a “Fazenda do Cercado”. O local recebeu o nome de “Arraial do Curral del-Rei” e depois foi elevado à “Freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral del-Rei”, pertencente ao município de Sabará. Com a Proclamação da República em 1889, surge a denominação de “Arraial de Bello Horisonte”.

As Santas Casas de Misericórdia começaram a ser instaladas em Minas Gerais nos anos 1700. A primeira delas surgiu em Vila Rica, em 1735, sendo seguida pela de São João Del Rei, em 1783. No século seguinte, várias foram inauguradas. Atraídos pela mineração do ouro e das pedras preciosas, os habitantes da Capitania de Minas Gerais haviam aumentado em dez vezes nos anos 1700. Oprimida pela escravidão, cerca de 80% da população mineira era formada por negros ou mulatos (pardos), por volta de 1780. As Santas Casas de Misericórdia tornaram-se, desde então, verdadeiras referências assistenciais para essa gente das Minas.

Inspiradas pela Irmandade da Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia, fundada no final dos anos 1400 em Portugal pela rainha Leonor Lencastre, as primeiras Santas Casas do Brasil foram instaladas em povoados e vilas ao longo do litoral brasileiro nas primeiras décadas após o descobrimento por Pedro Álvares Cabral, em 1500. Surgiram em São Vicente/SP, Salvador e Ilhéus/BA, Olinda/PE e, por fim, no Rio de Janeiro, em 1582. As principais doenças epidêmicas do “Novo Mundo” incluíam varíola, sarampo, sífilis, peste bubônica, tifo, dentre outras.

A tecnologia promove avanços notáveis no campo das ciências em saúde. A biotecnologia, diagnóstico por imagem e medicina nuclear serão cada vez mais presentes para os desafios da prevenção, diagnóstico e dos processos terapêuticos.

Nascido em Diamantina em 1901, o advogado e político José Maria Alkmin teve a mais extensa gestão à frente da Provedoria da Santa Casa BH, marcada, principalmente, pela construção da atual Santa Casa BH Hospital de Alta Complexidade 100% SUS. Alkmin também registra outras conquistas muito relevantes.

A partir de meados dos anos 1950, a capital mineira recebeu edifícios que se tornaram referência estética e marcaram a vida da cidade, como o Edifício Niemeyer na Praça da Liberdade e o Conjunto Arcangelo Maletta, tradicional local de encontro de escritores, artistas, intelectuais e boêmios.
O Gigante da Pampulha nasceu em 1965. O “Mineirão” (Estádio Governador Magalhães Pinto) foi palco dos mais emocionantes jogos e também espaço para grandes e promoções culturais.

Em abril de 2020, menos de quatro meses depois da Organização Mundial de Saúde decretar Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela pandemia de Covid-19, o Diretor Jurídico de Governança e Planejamento da Santa Casa BH, João Costa Aguiar Filho, com a colaboração de um grupo de profissionais de saúde, publicou o artigo “Belo Horizonte no caminho certo do enfrentamento ao novo Coronavírus”, demonstrando que a Taxa de Letalidade por Covid-19 em BH (número de óbitos dividido pelos total de casos confirmados) era de 2%, três vezes menor do que o mesmo indicador em nível nacional (6,4%), naquele período.

O modelo de cidades planificadas, de influência francesa, foi referência para o projeto de Belo Horizonte. Com o passar dos anos, novas vias iam sendo abertas, rios sendo canalizados e erguidos os mais marcantes logradouros públicos – tudo isso fez com que a Belo Horizonte da primeira metade dos anos 1900 assumisse feições de uma capital preparada para receber o progresso que chegava cada vez mais rápido.

Um incêndio iniciado na Ala B do 10º andar da Santa Casa BH, por volta das 20h do dia 27 de junho de 2022, comoveu e mobilizou a sociedade mineira.
O fogo atingiu o Centro de Terapia Intensiva e forçou a evacuação de 950 pacientes que estavam internados na Santa Casa BH Hospital de Alta Complexidade 100% SUS. O incêndio foi provocado por um vazamento na tubulação de oxigênio, que é altamente inflamável.
Inspiradas pela Irmandade da Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia, fundada no final dos anos 1400 em Portugal pela rainha Leonor Lancastre, as primeiras Santas Casas do Brasil foram instaladas em povoados e vilas ao longo do litoral brasileiro nas primeiras décadas após o descobrimento por Pedro Álvares Cabral, em 1500. Surgiram em São Vicente-SP, Salvador e Ilhéus-BA, Olinda-PE e, por fim, no Rio de Janeiro, em 1582. As principais doenças epidêmicas do “Novo Mundo” incluíam a varíola, sarampo, sífilis, peste bubônica e tifo, entre outras.
Saber mais
As Santas Casas de Misericórdia começam a ser instaladas em Minas Gerais nos anos 1700. A primeira delas surgiu em Vila Rica, em 1735, vindo a seguir a de São João Del Rei, em 1783. No século seguinte, várias foram inauguradas. Atraídos pela mineração do ouro e das pedras preciosas, os habitantes da Capitania de Minas Gerais haviam aumentado em dez vezes nos anos 1700. Oprimida pela escravidão, cerca de 80% da população mineira era formada por negros ou mulatos (pardos), por volta de 1780. As Santas Casas de Misericórdia, tornaram-se, desde então, verdadeiras referências assistenciais para essa gente das Minas.
Recebida suas sesmarias, o bandeirante paulista João Leite da Silva Ortiz fundou, em 1701, a “Fazenda do Cercado”. Ela irá receber o nome de “Arraial do Curral del-Rei” e depois será elevada à “Freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral del-Rei”, pertencente ao município de Sabará. Com a Proclamação da República, em 1889, surge a denominação de “Arraial de Bello Horisonte”.
Será neste local que o Congresso Legislativo decidiu, em 17 de dezembro de 1893, pela construção da nova capital de Minas Gerais. Instalou-se a Comissão Construtora no ano seguinte, delegando-se ao engenheiro paraense Aarão Reis a sua chefia.
Apenas nove anos separam a Abolição da Escravatura em 1888 da inauguração da nova capital de Minas, em 1897. Segundo a tese da doutora em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG, Priscila Mesquita Musa, para a população negra a construção da nova capital surgiu “não apenas como uma oportunidade de trabalho, mas de libertação, uma possibilidade de construir a vida longe de seus ‘ex-senhores’ e suas propriedades”.
Esses trabalhadores não puderam permanecer no perímetro urbano inicialmente traçado pelo plano de construção da cidade. Foram para as periferias e outros municípios do entorno. Subiram morros e pedreiras e lá fizeram vilas e favelas.
A cidade clamava por atendimento. Dados epidemiológicos mostram que as doenças com maior prevalência no ano de inauguração da nova capital eram as doenças infecto-parasitárias – a gastroenterite infecciosa era a primeira causa de óbitos.
Sem poder esperar o tempo de subir paredes, autoridades e sociedade se unem para inaugurar, durante os Festejos da Natividade de Nossa Senhora, em 8 de setembro de 1899, o que hoje seria denominado como “hospital de campanha”.