Dos 12 fundadores da Escola de Medicina de Belo Horizonte, em 1911, nove eram chefes de clínicas da Santa Casa BH. Acima, a primeira sede provisória, no Palacete Thibau, centro de BH
No livro “Santa Casa de Belo Horizonte – Uma história de amor à vida”, o escritor Manoel Hygino dos Santos atribui à instituição o papel de “berço” das duas faculdades de medicina da capital mineira e da primeira escola de enfermagem.
“Tudo no setor [saúde] era a Santa Casa ou na Santa Casa, daí seus médicos se inclinarem, desde 1906, à criação de uma faculdade na nova metrópole dos mineiros”, esclarece.
A decisão foi finalmente deliberada em uma reunião da Sociedade Médico-Cirúrgica de Minas Gerais, cuja ata foi assinada em março de 1911, designando como seu primeiro diretor o médico Cícero Ferreira. De acordo com o médico e pesquisador Geraldo Magela Gomes da Cruz, dos 12 signatários da ata de fundação da Escola de Medicina de Belo Horizonte, nove eram chefes de clínicas da Santa Casa BH.
A Escola de Medicina de Belo Horizonte passou a funcionar no Palacete Thibau, no centro da capital, enquanto corriam as obras para a construção do prédio próprio, que fica no atual campus da Avenida Alfredo Balena. As aulas começaram em fevereiro de 1912 e, na graduação da primeira turma de 1917, foram formados 17 médicos.
Em 1927, a Faculdade de Medicina integrou-se à Universidade de Minas Gerais, mantida pelo governo estadual até 1949, quando foi federalizada. Em 1965, passou a denominar-se Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.